Bárbara Hora analisa cenário político de Guarapari, PT no Espírito Santo e não descarta nova candidatura no futuro.
Empresária e filiada ao Partido dos Trabalhadores há 24 anos, Bárbara Hora faz críticas à condução interna do PT em Guarapari, avalia a política estadual e comenta seu futuro eleitoral.
A empresária Bárbara Hora, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) há 24 anos, foi entrevistada para analisar o cenário político de Guarapari, o desempenho do partido no Espírito Santo e sua trajetória na vida pública. Avaliada no meio político local como uma figura pública coerente, Bárbara já disputou eleições como candidata a vereadora em 2004, 2008 e 2016, além de ter sido candidata à Prefeitura de Guarapari em 2020.
Segundo Bárbara, em 2024 houve a desconstrução de sua pré-candidatura à Prefeitura de Guarapari em razão de conflitos internos no PT. Ela atribui o processo à postura da deputada Iriny Lopes, que, de acordo com Bárbara, atua de forma radical e individualizada dentro do partido. Com o rompimento político entre ambas, Bárbara afirma que Iriny, juntamente com João Coser, passou a articular a retirada de sua candidatura.
“A Iriny preferiu jogar a história dela no lixo ao apoiar um ex-agressor de mulher, em vez de apoiar uma companheira que apenas faz críticas à postura política dela”, declarou.
Ao avaliar o Partido dos Trabalhadores em nível nacional, Bárbara afirma que o governo do presidente Lula apresenta bons resultados. No entanto, ela critica a atuação do PT no Espírito Santo, que, segundo ela, enfrenta dificuldades em diversas áreas. Em Guarapari, a situação seria ainda mais delicada, marcada pela falta de visão política e por uma direção partidária que, em sua avaliação, permanece estagnada na década de 1990.
Ela também critica a atuação do atual presidente municipal do partido, afirmando que a condução local fica comprometida pelo acúmulo de funções, já que ele também preside a FETAES, entidade de grande relevância para os agricultores capixabas.
Em 2024, Bárbara foi alvo de críticas por ter apoiado o então candidato Emanuel Vieira, que contou com o apoio do ex-prefeito Edson Magalhães. Questionada sobre essa decisão, ela afirmou que sua atuação política é guiada pela coerência.
“O Emanuel era o candidato mais preparado para administrar a cidade. O candidato do meu partido foi construído por vaidades, interesses escusos e outros fatores que tornaram impossível qualquer tipo de colaboração”, afirmou.
Sobre a atual gestão municipal, Bárbara avalia que existe boa vontade por parte do prefeito, mas aponta a falta de quadros técnicos qualificados. Apesar da presença de filiados ao PT em cargos de confiança, ela ressalta que o partido, enquanto instituição, não compõe oficialmente a gestão.
“Temos na administração pessoas como Arivald Ribeiro, ex-presidente municipal do partido, e Fábio Lúcio, meu marido e companheiro de partido. No entanto, acredito que ambos estejam na gestão por critérios técnicos, e não por indicação partidária”, explicou.
Questionada sobre uma possível candidatura em 2026, Bárbara afirmou que este não é o momento. Ela disse já ter definido seus apoios: Lula para a Presidência da República, Fabiano Contarato e Renato Casagrande para o Senado, além de Jack Rocha para deputada federal. Sobre o Governo do Estado e a disputa para deputado estadual, afirmou que ainda mantém diálogo com possíveis nomes.
Ao ser perguntada se pretende voltar a disputar eleições, Bárbara foi categórica ao afirmar que, dentro do PT de Guarapari, uma candidatura é quase inviável no atual cenário.
“Existe uma limitação política, falta de visão e excesso de vaidade, inclusive de uma ex-vereadora que não permite que o partido cresça, tratando-o como um quintal de casa”, criticou.
Por fim, ao ser questionada sobre a possibilidade de disputar a Prefeitura de Guarapari em 2028 por outro partido, Bárbara não descartou essa hipótese.
“Não afirmo que isso vá acontecer, mas também não é impossível. Sempre estive aberta ao diálogo com todos os partidos e, se surgir um projeto sério, consistente e bom para a cidade, terei prazer em representá-lo”, concluiu.














