Por que Avenida Brasil é um fenômeno na teledramaturgia brasileira? g1 lista dez pontos

Debora Falabella e Adriana Esteves em cena da novela ‘Avenida Brasil’
Rede Globo/Estevam Avellar
O ano era 2012, e o Brasil conhecia a história de uma jovem em busca de vingança contra a própria madrasta. À primeira vista, a premissa pode parecer simples, mas foi justamente essa trama que deu origem a um dos maiores marcos da teledramaturgia brasileira.
“Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, se tornou um fenômeno não só de audiência, mas também cultural, com impacto direto nas conversas do país.
O g1 lista 10 pontos que mostram por que “Avenida Brasil” é um fenômeno na teledramaturgia brasileira:
1) Vilã icônica e carismática
Difícil falar de “Avenida Brasil” sem começar citando Carminha (Adriana Esteves). Uma das vilãs mais memoráveis, protagonista de cenas que ficaram para a história. “Toca para o inferno, motorista”, “Deus seja louvado? Eu seja louvada! Eu, aqui, meu amor, Carminha!”, “”Ah, obrigada pelo toque, Lucinda. A coisa que eu mais prezo na vida é conselho de mendiga!”, e a mais inesquecível “É tudo culpa da Rita!” são alguns bordões da antagonista, lembrada também por sua maldade, manipulação e armações.
Depois de ser abandonada no lixão, Nina (Débora Falabella) passa a trabalhar na casa de Carminha (Adriana Esteves) como parte do plano de vingança
João Miguel Júnior/Tv Globo
2) Protagonista movida por vingança
A novela apostou na jornada de Nina/Rita (Débora Falabella), movida pela vingança e com um lado sombrio e, por vezes, obsessivo em relação a Carminha. Após ser descoberta pela vilã, a trama entrega uma das cenas mais emblemáticas da televisão, com a traição exposta e o confronto direto entre as rivais, eternizado pelo icônico “Me serve, vadia”.
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3) Representação da nova classe média
A novela retrata o jogador que ganha fama e dinheiro, mas não perde o jeito da Zona Norte carioca. Com Tufão (Murilo Benício) e toda a sua família de agregados, a trama retrata o Brasil emergente dos anos 2010, com foco no subúrbio e na ascensão social, especialmente no bairro fictício do Divino.
Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício) conversam em cena de ‘Avenida Brasil’
Raphael Dias/Tv Globo
4) Personagens secundários fortes
Avenida Brasil foi uma novela em que não só os protagonistas brilharam: os personagens secundários tinham tramas tão envolventes quanto a principal. Leleco (Marcos Caruso) e Tessália (Débora Nascimento), Adauto (Juliano Cazarré), o “chupetinha”, Cadinho (Alexandre Borges) e suas três mulheres, além da “periguete” Suelen (Isis Valverde), são alguns dos destaques que conquistaram o público.
5) Reviravoltas marcantes
Avenida Brasil entregava plot twists constantemente. Quando o público achava que era o fim de Nina (sim, ela foi enterrada viva), a personagem dava a volta por cima e colocava um novo plano em ação. Isso garantia um enredo dinâmico, com ganchos frequentes e ritmo acelerado (aquele clássico sentimento de “perdi um capítulo e não sei o que está acontecendo”).
Carminha ( Adriana Esteves ) e Nina ( Debora Falabella ) em ‘Avenida Brasil’
Globo/Estevam Avellar
6) Final como evento nacional
Poucas novelas geraram uma mobilização nacional em seu último capítulo, e “Avenida Brasil” entra com tranquilidade nessa lista. Não é exagero dizer que o Brasil parou para descobrir respostas para perguntas como: “Quem matou Max?” e “Qual seria o destino de Carminha?”.
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7) Forte presença nas redes sociais
“Avenida Brasil” foi uma das primeiras novelas a viralizar intensamente na internet. O #OiOiOi, o encerramento com a “cara congelada” e os GIFs da Carminha gritando “inferno” seguem circulando até hoje em timelines.
Carminha de “Avenida Brasil”
reprodução
8) Trilha sonora extremamente popular
A canção “Meu Lugar” ganhou uma adaptação especial, substituindo “Madureira” por “Divino”, enquanto o maior destaque ficou para “Vem Dançar Com Tudo”. O refrão “Oi, oi, oi” se tornou tão marcante que acabou funcionando como um quase segundo nome de “Avenida Brasil”.
9) Estética e figurino marcantes
Roupas claras, acessórios dourados e cabelo loiro: assim era Carminha, com uma aparência quase angelical que contrastava com um comportamento manipulador, enquanto tentava sustentar a elegância de sua ascensão social. Mas não foi só ela que chamou atenção pelo visual. O estilo “periguete” da maria-chuteira Suelen (Isis Valverde), assim como a clássica camisa do Divino Futebol Clube, podiam ser encontrados pelas ruas do país.
Carminha (Adriana Esteves) em Avenida Brasil
Rede Globo / Raphael Dias
10) Repercussão internacional
Os números já mostravam que “Avenida Brasil” era um sucesso em todo o país. Com audiência batendo 49 pontos, a produção conseguiu uma repercussão internacional. Os principais veículos estrangeiros, como “The Guardian”, BBC, “Washington Post” e “Forbes” destacaram o fenômeno da novela e o impacto na vida dos brasileiros.
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