Karol G faz espetáculo latino em megashow que vem ao Brasil, país que ela ainda quer conquistar

Como é o show de Karol G, que vem ao Brasil em fevereiro
De vez em quando, testemunhamos um show que marca história na carreira de um artista. Foi essa a sensação ao ver Karol G (com 53 mil pessoas presentes, em sua primeira de duas noites esgotadas), no dia 17 de setembro no MetLife Stadium, em Nova York.
O show foi da turnê “Viajando por el Mundo Tropitour”, que desembarca no Brasil em fevereiro. E é um retrato da artista colombiana no auge de sua dominação global (até aqui). Abaixo, entenda o que esperar do show de Karol G:
Espetáculo latino
A “Viajando por el Mundo Tropitour” é a quinta turnê de Karol e, a essa altura, ela sabe bem como construir um megashow. A apresentação é calientíssima, com megaestrutura e dividida em cinco atos. Ao longo de duas horas e meia de show, há algumas baladas e muitos, mas muitos, momentos enérgicos e sensuais.
Karol G durante show no Metlife Stadium, em Nova York, no dia 17 de setembro
Divulgação/Henry Hwu
É o tipo de espetáculo que se espera de grandes artistas pop internacionais, mas, diferente do formato de sempre, não é feito por americanos para americanos.
Ao longo do show, Karol vira a diva latina máxima: vai do merengue ao reggaeton, da música “tejana” ao funk, com pinceladas de vários elementos latino-americanos.
Tudo isso, claro, com uma roupagem pop. Ela faz as vezes de mulher romântica e sensual, organiza um Carnaval no palco, dança coladinho, entoa baladas melodramáticas com uma banda de mariachis, e por aí vai. Até para nós brasileiros, nem sempre alinhados aos hermanos, tudo soa familiar.
Karol G durante show no Metlife Stadium, em Nova York, no dia 17 de setembro
Divulgação/Henry Hwu
Dominação global
Karol pertence à linhagem de artistas (como Bad Bunny, por exemplo) que provaram que não é preciso abrir mão da própria identidade, nem do próprio idioma, para se consolidar a nível global.
Mesmo cantando majoritariamente em espanhol e se atendo às suas raízes latinas, Karol enche estádios, tem parcerias com artistas do calibre de Shakira e Bruno Mars. Neste momento, ela tem a música mais ouvida do Spotify global (“Bby Wow”).
Afinal, até mesmo os EUA, essa hegemonia global, têm uma população latina numerosa. Esse público quer se ver nos palcos, e quer ver sua cultura exaltada — não apagada, principalmente considerando o momento político global.
Isso ficou claro nesse show, em que tudo o que Karol dizia era recebido com gritaria. E em pleno território estadunidense, ela não falou sequer uma frase em inglês.
Karol G em show no Metlife Stadium, em Nova York, no dia 17 de setembro de 2026
Divulgação/Henry Hwu
Não precisou: em um momento do show, reconheceu no público as bandeiras do México, Argentina, Colômbia, Venezuela, República Dominicana, Nicarágua e até do Brasil.
Em coletiva de imprensa, Karol reforçou que essa era a ideia: representar esse público tão diverso, de uma cultura tão rica, para que todos se vissem na personagem da “tropicoqueta”. “Principalmente nesse momento político em que vivemos”.
Brasil ainda é um desafio
O show tem muitos momentos que falam a língua dos brasileiros. Tem o remix de “Tá OK” do Dennis e Kevin O Chris, “Bandida Entrenada” (composta com Wiu e Tropkillaz), além de diversos momentos de dança com funk e até um quê de Carnaval.
É uma forma dela aproveitar o que temos de energia, mas também uma tentativa de superar um desafio mercadológico que ainda existe para a cantora. O Brasil é a única grande barreira que falta pra Karol: ela ainda não conquistou o público brasileiro como conquistou os latinos lá fora. Afinal, o Brasil é mesmo um mercado difícil para artistas que cantam em espanhol.
Não à toa, o show dela por aqui será na Arena Pacaembu, que tem cerca de metade da capacidade do Metlife Stadium.
Como a própria Karol revelou na coletiva com o g1, ela entende que há um processo para se consolidar por aqui. Ao longo de suas várias vindas, que incluem uma passagem pelo Rock in Rio, ela vem fazendo esse trabalho de formiguinha. Daqui até fevereiro, tem um caminho — segundo ela, com muitas surpresas na manga.
Karol G explica por que incluiu funk em show da nova turnêFonte: Read More














